A busca incessante da humanidade por um “Messias” com funções de harmonizar o caos e tornar possível o pouco provável, leva o mundo a eleger o seu mais novo representante, o novo presidente americano – Barack Obama. Como todo “Sir” iluminado, Obama já inicia sua trajetória com grandes dificuldades, dentre elas: estabilizar os mercados recuperando a economia mais representativa do planeta; estabelecer relacionamentos cordiais com as diversas nações, na qual anos de políticas egocêntricas distanciaram e excluíram os EUA das relações diplomáticas primárias; levar a concórdia para o Iraque e os demais países onde, direta ou indiretamente, a nação americana esteve à frente de guerras, invasões e/ou quaisquer outras ações hostis desprezando a soberania vizinha.
Bem, não há novidades no fato de que, cada novo governante encara desafios advindos da “herança maldita” de governos anteriores, porém, a que Obama herda assustaria qualquer Fred Kruger, pois a economia americana gerou uma crise de proporções incalculáveis com conseqüências mundiais; e ainda por cima, o “caixa” americano não esta em seu melhor momento, registrando uma dívida de aproximadamente 10 trilhões de dólares.
A grande responsabilidade desse novo líder mundial é transferida para seus “discípulos” criteriosamente convocados, os quais já apresentam seus planos de salvação para tornar o mundo melhor e confirmar a certeza americana de que, os EUA é incontestavelmente, a “terra prometida”.
O movimento de apoio às minorias, que tomou a América Latina com a eleição de Índios, Ex-guerrilheiros, Operários, Mulheres, etc. vêm sendo acompanhado pelo resto do mundo, e isso ocorre por um único fator comum dentre todos os discursos destes recém-chegados, a promessa de mudança – a esperança de novos e melhores tempos. Em muitos países, a “crença” no discurso desses salvadores já se mostra enfraquecida restando apenas a decepção e a certeza de que nada mudará. Com Obama, a responsabilidade é bem maior, afinal ele propõe não apenas salvar o seu país (EUA), como também salvar o mundo, e com isso, ele agregou em sua “peregrinação” um império de seguidores, ou melhor, “ceguidores” já que confiança+esperança em excesso, como constatado, torna as pessoas cegas à realidade.
Que esse novo Messias não torne a humanidade mais incrédula e que não nos abandone prometendo voltar em breve com a solução de todos os problemas que assolam o mundo.
